ORIENTAÇÃO PARA O POSITIVO E PARA O NEGATIVO: UM CASO ESPECIAL DE ASSIMETRIA NO COMPORTAMENTO HUMANO

No comportamento humano abundam os casos de assimetria. Um dos mais robustos é a orientação para o negativo em detrimento do positivo. Tal orientação é visível não apenas em muitos resultados experimentais, mas também nas concepções, métodos, temas e estratégias de intervenção clínica e educacional de investigadores e profissionais no âmbito da Psicologia. Neste artigo, ilustro a orientação para o negativo em detrimento do positivo servindo-me de três casos da minha própria pesquisa empírica: (1) mérito de obtenção e responsabilidade pela dependência no raciocínio pró-social de crianças e adolescentes; (2) moralidade do dever e moralidade da aspiração no raciocínio moral da criança; e (3) concepção positiva e negativa de paz em crianças Portuguesas. Ao fazê-lo, procuro (a) mostrar quanto tal orientação prevalece no comportamento humano; (b) permitir que tais linhas de pesquisa possam ser exploradas e aprofundadas em investigações futuras; e (c) argumentar que, tomadas algumas cautelas, faz sentido reclamar uma maior atenção aos aspectos positivos do comportamento humano.

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