ERROS DE MEMÓRIA EM PROVAS LABORATORIAIS DE EVOCAÇÃO E DE RECONHECIMENTO

A memória está sujeita a erros, o mais grave dos quais são os falsos alarmes, onde se recorda de forma convicta um item não-apresentado, originando uma ilusão. Esta ilusão foi investigada por Roediger e McDermott (1995), sendo este estudo uma replicação dos seus principais efeitos. Uma amostra de 62 estudantes universitários ouviu listas de palavras associadas a uma palavra-chave, não apresentada, tentando evocar os itens no final de cada lista. O grau de evocação correcta foi de 76% e de falsos-alarmes de 35%, tendo 94% dos sujeitos evocado um dos falsos itens. Na prova de reconhecimento os sujeitos avaliaram 42 palavras numa escala de 1 (novas) a 4 (antigas). O grau de reconhecimento dos itens antigos foi de 90% e dos itens falsos de 69%, indicando um nível elevado de confiança na recordação de acontecimentos não existentes. As falsas memórias representam assim um efeito robusto e generalizado.

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