ESTUDAR E TRABALHAR NOUTRO PAÍS DA UNIÃO EUROPEIA :PERSPECTIVA DOS JOVENS PORTUGUESES

Foi avaliada a vontade dos jovens portugueses em ir estudar ou trabalhar algum tempo noutro país da UE. Foram examinados três tipos de questões: (a) qual é o nível de vontade de ir para outro país da UE? Será que a idade, o sexo ou o nível sociocultural (da família) influenciam este nível? (b) Quais são as atitudes dos estudantes portugueses do ensino secundário em relação aos quatro factores constitutivos do modelo Push-Pull-Anti-Push-Anti-Pull proposto na literatura? E (c) será que este modelo pode prever a vontade de ir estudar ou trabalhar noutro país da UE, em geral, e para determinados países? O nível geral de vontade para ir não era alto. A resposta média localizou-se sempre mais próximo do pólo "Não" do que do pólo "Bastante provavelmente". O sexo, a idade e o nível sociocultural apresentaram um papel limitado. Os participantes preferiram o Reino Unido, a França e Espanha à Alemanha ou Holanda. De uma forma geral, os estudantes portugueses do secundário exprimiram maior acordo com as proposições do tipo Push, Pull e Anti-Pull do que com as proposições do tipo Anti-Push. Este modelo geral de quatro factores, com a adição de itens Pull específicos do país, explica uma parte substancial da variância nos itens de intenção de ir para o Reino Unido e para a França. Entre os estudantes portugueses do secundário, a intenção de ir estudar ou trabalhar algum tempo noutro país da União Europeia depende em primeiro lugar da atracção exercida pelo país, que é largamente independente das considerações económicas, e em segundo lugar da necessidade e desejo para aprender uma língua estrangeira específica, e da falta de importância dada aos muitos inconvenientes ligados a ter que viver algum tempo no estrangeiro.


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