Este artigo é o resultado de um conjunto de aulas sobre a democratização do ensino que, ao longo de duas décadas, dei na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, ficando-me a impressão de que os alunos me ouviam com muito agrado. Afirmo que a democracia é fruto da Revolução Industrial, sendo a Revolução Industrial (ou as várias Revoluções Industriais) fruto da energia ou das várias formas de energia: vapor de água, petróleo, electricidade, energia atómica, cibernética. A energia, descoberta e aproveitada por meio da ciência e da técnica, substituindo a força muscular do homem (e até a sua inteligência) e provocando um grande aumento da produtividade, cria as condições necessárias para poder haver democracia.
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