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Instituto Superior Politécnico Gaya Psicologia, Educação e Cultura
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Introdução
Qual a sua satisfação com o trabalho? Você se identifica com o que faz? Sente-se bem ao
realizar seu labor? Essas perguntas remetem o indivíduo que se propõe a respondê-las a consultar
sua reserva de sentido e a sua subjetividade. Dubar (2012) nos contextualiza que está ocorrendo
uma mudança na situação de enlaçamento das pessoas para com o trabalho. Muitas delas,
segundo o autor, apresentam satisfação em aspectos não-ocupacionais: na família, nos amigos,
nos momentos de lazer, entretenimento, entre outros.
Sociólogos, de uma maneira geral, questionam-se se somos o que fazemos ou se fazemos
algo pelo que somos. A resposta para essa pergunta, um tanto quanto filosófica nos convida a
olhar a representatividade de nossas escolhas, como por exemplo, o que nos aproxima de uma
determinada função? (Dubar, 2012).
Historicamente, o conceito de profissão no início dos anos 1960, relacionava-se com um
pensamento funcionalista que foi invadindo o campo dos diálogos sociais. O novo termo
apresentado seria: “profissionalização”, principalmente no que tange a gestão e as organizações.
Os países mais industrializados adotaram a nomenclatura para designar alguém apto e com
conhecimento intelectual a altura, plausível, suficientemente potente (Dubar, 2012).
Esse tipo de pensamento parecia ter ficado para trás na evolução da sociedade, contudo,
dados atuais da França remontam que a busca por “bons empregos” (viés de profissionalização
que remonta ao sucesso financeiro) está em alta entre os jovens, sendo dois terços de uma faixa
etária ingressando no ensino superior, sendo que desses jovens, apenas 40% chegam a concluir
os cursos e adquirir diplomação (Dubar, 2012).
A informação acima nos coloca a questionar: por que as pessoas desistem de determinada
profissão outrora escolhida? O que serve de referência para consulta motivacional ou de
desistência? O que remete essa introdução sobre emprego, profissão, atribuição de sentido ao
trabalho, está no fato de que existe uma polaridade entre: gostar do que se faz, apresentar
satisfação e executar algo em troca de recompensas salariais ou status sociais. É negativa a
polarização feita entre bons e maus empregos, visto que a verificação disso trespassa uma
satisfação pessoal do indivíduo com a sua escolha.
Na contramão de uma escolha profissional “perfeita”, destina-se o quanto você é capaz de
demonstrar isso externamente (ou não): no cotidiano, nas relações com as pessoas, nos
esbravejar percebidos ou não percebidos. Quer se dizer com isso que é necessário, de acordo com
Psicologia, Educação e Cultura . Vol. XX IV, Nº 2 . Setembro de 2020 9

