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Instituto Superior Politécnico Gaya Psicologia, Educação e Cultura
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Dubar (2012), educar as crianças para que escolham profissões a que lhes tragam prazer,
vinculação, identificação, retorno financeiro e saúde.
Relação do trabalho com saúde
As exigências estão postas: processos de obtenção de “boa” saúde nas vivências
cotidianas dos indivíduos. São receitas, dietas, treinos, modalidades esportivas, cardápios
nutricionais, indicações de terapias relaxantes, psicoterapias de diversas vertentes teóricas entre
tantas outras práticas que aproximem o ser humano do que seria viver bem e com saúde,
englobando aspectos físicos e mentais (Costa & Bernardes, 2012). A ideia que permeia a atual
compreensão sobre saúde beira a integralização das áreas da vida e a perfeição de seus estados.
A Organização Mundial de Saúde (OMS, 1946) trouxe na década de 1940, o conceito de
saúde como: “um completo bem-estar físico, mental e social e não como ausência de doença”.
Observa-se há que muito tempo se exige das pessoas uma condição de saúde perfeita. Essa
posição da OMS (Organização Mundial de Saúde) passou a ser contestada com o passar dos anos,
como se verifica em Segre e Ferrraz (1997): “trata-se de definição irreal por que, aludindo ao
“perfeito bem-estar”, coloca uma utopia. O que é “perfeito bem-estar? “É por acaso possível
caracterizar-se a “perfeição”?
Dessa maneira, iniciaram-se a partir dessas indagações, discussões de que definir a
perfeição seria uma tarefa difícil, complexa, individual e impossibilitada de ser categorizada. Os
indivíduos definem o que é bom para si a partir do seu próprio sistema de crenças e construções
ambientais do que lhe causa o “bem” e o “mal”. Estar vulnerável ao mal-estar (Segre & Ferraz,
1997).
Essa forma individualizante de se pensar a saúde não poderia se fazer possível, era
necessário contrapor-se a ideias fortemente biomédicas, ampliando o conceito para
subjetivações coletivas, a partir da cultura. Nessa perspectiva, Schraiber (2015), enfatiza que
entre os anos 1970 e 1980, no Brasil, a saúde coletiva passa a ser colocada em voga como campo
aplicado das formas de se compreender a saúde.
A saúde passou a ter amplitude que trespassa questões biologizantes, colocando a
subjetividade no processo de identificação de um estado de equilíbrio ou desequilíbrio. Essa nova
configuração coloca a saúde em um patamar de equilíbrio entre questões psicológicas, físicas e
emocionais. Para Costa e Bernardes (2012), a saúde tem se tornado epistemologicamente um
Psicologia, Educação e Cultura . Vol. XX IV, Nº 2 . Setembro de 2020 10

